DIGRESSÃO EM PORTUGAL

O espectáculo de Timbila Muzimba e Júlio Pereira, propõe a fusão dos sons africanos mais ancestrais com as gramáticas musicais contemporâneas de todos os lugares — e também com a dança. Uma verdadeira ebulição criativa, em digressão, até final do mês de Julho.
Este espectáculo integra-se na digressão europeia dos Timbila Muzimba (só em Portugal são mais de uma dezena de apresentações) onde a música também se alia à dança.

Uma atitude natural de coerência cúmplice de quem, por Conta Própria, não desiste de viver solidário.
As aventuras de cumplicidade do Trigo Limpo teatro ACERT por Moçambique deixaram sinais marcantes na sua trajectória artística e solidária.
Propiciar a criação de pontes de diálogo que, independentemente de apoios governamentais, possam favorecer a troca de saberes e de afectos entre os criadores dos dois países tem sido um objectivo permanente.
“Por Conta Própria” é o CD que os Timbila Muzimba gravaram em Portugal, em fi nais de 2003, numa acção que contou com o forte envolvimento da Cooperativa Gesto do Porto e do Projecto Identidades.
Ao organizar esta digressão de quatro meses dos Timbila Muzimba em Portugal, a ACERT apenas se limita a amplifi car os efeitos a um trabalho com que, “por conta própria”, um colectivo de artistas moçambicanos se vem afi rmando com identidade no panorama da música moçambicana da actualidade.
A experiência com que os Timbila Muzimba nos honraram no espectáculo teatral que realizámos conjuntamente com o Teatroesfera, “Num Abril e Fechar d’Olhos”, comprova que um casamento há muito se impunha para fechar um namoro de paixões que se agigantavam.
Tal como um conjunto de sinais nos aconchegaram no universo artístico e solidário nas sucessivas andanças de dez anos de moçamviveres, também nos sentimos deliciosamente envolvidos em propiciar ao público português um dos muitos projectos que deslumbram e demonstram com autenticidade a vitalidade da cultura moçambicana.
É com regozijo que nos vimos associados aos que, por conta própria, tomam em mãos os seus sonhos sem esperarem que nada lhe seja entregue de bandeja.
E isto, mais não é do que a atitude natural de coerência cúmplice de quem, por conta própria, não desiste de viver solidário.
ACERT, Maio 2004
NOS JORNAIS...
Suplemento Y | PÚBLICO
Moçambique Energético
Sexta-feira, 18 de Junho de 2004
por NUNO PACHECO
São todos muito jovens, com idades compreendidas entre os 23 e os 29 anos, e vivem em Maputo, capital do país que os viu nascer, Moçambique. Desde 1997 que formaram a Orquestra Timbila Muzimba, que hoje reúne dez músicos e bailarinos que procuram no do diálogo entre tradição e contemporaneidade de instrumentos, ritmos e melodias, um caminho para a música que vão criando. A sua passagem por Portugal, em 2003, levou à gravação de um disco, "Por Conta Própria", o primeiro e até agora único do grupo, no âmbito do Projecto Identidades, impulsionado pelo entusiasmo do grupo ACERT, de Tondela, que desde então tem vindo a promover o grupo junto de várias associações e localidades.
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