"NUM ABRIL E FECHAR D'OLHOS"

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Uma grande produção de teatro de rua incidindo em alguns dos momentos mais marcantes da história de portugal do século XX.

Uma aposta artística que incide na exploração criativa de uma vertente teatral de grande público e no experimentalismo da transversalidade de linguagens cénicas: interpretação teatral e musical, implantação de grandes estruturas cenográficas e sua edificação em espaços públicos não convencionais e utilização de fogo de artifício, como componente teatral dinâmica.

O TRIGO LIMPO TEATRO ACERT e o TEATROESFERA pretendem, ao envolverem-se na criação desta mega-produção de teatro de rua pretendem, não só assinalar culturalmente a comemoração dos 30 anos do 25 de Abril, como possibilitar ao público, nacional e internacional, que se fixa em cada uma das localidades onde decorre o Euro 2004 uma alternativa de festa em torno de um uma grande criação teatral.

Partindo de um texto colectivo da autoria do Teatroesfera, constrói-se um espectáculo fortemente visual e musical, suportado pela criação de uma surpreendente mecânica cenográfica, com destaque para a utilização de meios técnicos em grande escala (pirotecnia, luz, som e audiovisuais) e de figurinos.

A participação do mais importante grupo musical de fusão (afro/jazz) moçambicano – Timbila Muzimba e do compositor galego Fran Perez —, representa uma grande aposta na criação de um espectáculo de ópera popular, salientando-se as características etno-históricas da multiculturalidade portuguesa.

O texto assume-se, não como uma reconstituição histórica dos acontecimentos ocorridos, mas antes num ressurgimento do universo de catarse — efeito de purificação das emoções, da purgação das paixões — que envolveu o pais nos momentos mais significativos da ditadura e na euforia colectiva do 25 de Abril.

A integração de alguma da nossa poesia contemporânea, bem como de temas musicais de referência, representa um sinal de gratidão pela universalidade com que os nossos poetas e músicos retrataram os sentimentos de um pais que sofreu, que resistiu e que se soube assumir em festa colectiva.

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